Trump reúne Conselho da Paz em Washington e anuncia bilhões em ajuda à reconstrução de Gaza em meio a críticas globais
- Lucas Jandre
- 19 de fev.
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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, conduziu nesta quinta-feira (19) a primeira reunião do recém-criado Conselho da Paz em Washington, um organismo internacional idealizado para promover a reconstrução da Faixa de Gaza após anos de conflito e, segundo o governo americano, servir de plataforma para futuras negociações e resolução de conflitos globais.
Durante o encontro, Trump anunciou que os membros do grupo, composto por cerca de duas dezenas de países aliados, se comprometeram a destinar cerca de US$ 7 bilhões (aproximadamente R$ 37 bilhões) para um pacote de ajuda à reconstrução de Gaza e estabilização da região. Ele também disse que os Estados Unidos vão aportar outros recursos financeiros adicionais e defender uma ajuda maior aos esforços internacionais — ainda que não tenha detalhado como esses fundos serão alocados ou quando começarão a ser usados.
Além do foco na reconstrução, Trump reforçou demandas políticas e de segurança, incluindo pressão para que o grupo extremista Hamas entregue suas armas, e advertiu que o Irã precisa chegar a um acordo sob risco de novos confrontos nos próximos dias.
A iniciativa enfrenta críticas e cautela diplomática internacional. Países como o Vaticano optaram por não se juntar ao conselho, argumentando que instituições como a Organização das Nações Unidas deveriam continuar liderando esforços de paz e reconstrução em zonas de conflito.
Embora os compromissos financeiros anunciados sejam vistos como um passo importante, especialistas observam que os valores ainda ficam aquém dos estimados US$ 70 bilhões necessários para restaurar completamente a infraestrutura devastada pela guerra em Gaza — e destacam dúvidas sobre a eficácia e o papel que o novo conselho terá frente às estruturas multilaterais já existentes.
A reunião reuniu representantes de mais de 40 países e diversas vozes no cenário internacional manifestaram tanto apoio quanto cautela, refletindo a complexidade de tentar implementar um novo órgão de cooperação em um contexto geopolítico já profundamente polarizado.



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